segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Old Times: O Pogobol, o pai e a sogra

Na minha infância, fui um garoto invejado. Meu pai me dava todos os brinquedos que eu queria por 2 motivos: eu ficava doente, com febre, etc., e pela amizade do meu pai com o dono da loja de brinquedos de Serra Negra (conhecido como "Turco", da antiga Rover).
Tive todos os brinquedos que eu queria, exceto 2: O patinete motorizado e o pogobol.


Meu irmão e eu chegamos a juntar dinheiro suficiente pra comprar o patinete, mas na hora de comprar, por restrição do meu pai, fomos obrigados a optar por comprar Tartarugas Ninja 2 para o Nintendo 8 bits.
Já o pogobol foi barrado pela minha avó. Segundo ela (e centenas de pais) o brinquedo era um dos mais perigosos da época.

Anos mais tarde, em 2006, já adulto, minha então namorada (hoje esposa) Marcela, sabendo desta frustração da minha infância resolve fazer uma surpresa e no dia os namorados me presenteia com um Pogobol!
Que alegria! Voltei a meus tempos de criança e pulei por horas naquela réplica de saturno laranja e amarela pelo meu apartamento. Era um sonho realizado.
No dia seguinte entendi porque na caixa dizia que era pra crianças de  até 12 anos. A base do pogobol ficou completamente deformada, pois não suportou o peso de um adulto (faz sentido!) e a "bola" de borracha acabou esvaziando.

Eis que em defesa da criança que há dentro de mim, minha sogra decide por ir à loja e questionar a qualidade do produto e solicitar sua troca imediata.  O mais engraçado foi o discurso feito por ela:

"Meu sobrinho de 7 anos está triste e decepcionado. Ele está dizendo que os amiguinhos dele tem o pogobol original e o que ele ganhou é falso e por isso é ruim, por isso vão rir dele na escola".

Foi o suficiente. A loja gentilmente realizou a troca do produto e recebi um pogobol novinho.

Nunca mais brinquei com ele. Hoje ele é um troféu e lembrança dos anos 80, que guardo em lugar de destaque na minha estante.
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