quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A politica do guache a hashtag

O ano era 1992. Milhares de estudantes tomavam contas dos principais centros do Brasil para lutar contra a corrupção que dominava o Governo Nacional. As armas: roupas pretas e rostos pintados com tinta guache.
Alguns dizem que essa mobilização foi fundamental para o impeachment do presidente Collor, outros dizem que estes protestos em nada influiram na decisão do Congresso. O que ficou desta história toda  é a mobilização do jovem que lutava e gritava por um país melhor.

De 92 até hoje passaram-se 17 anos. A cada ano que passou tudo evoluiu, computadores, celulares, internet. Toda essa evolução permitiu que de certa forma, as distâncias entre as pessoas fossem encurtadas. As mídias sociais apareceram permitindo que todos pudessem expressar suas opniões.

Se estamos tão evoluídos, por que não evoluirmos na maneira de protestar?

"Vamos lá! Brasileiros e brasileiras, vamos gritar por um país mais justo e sem corrupção. Vamos derrubar os velhos coronéis e reinventar a democracia!"
Mas como fazer isso?
"É Simples! Criaremos uma hashtag..."

Todo mundo sabe o desfecho da história:

1. O protesto deixou de ser virtual e os jovens foram as ruas. Em todo o país 10 ou 11 jovens fizeram uma manifestação pelo #forasarney! Isso mostrou que não somos a geração coca-cola descrita por Renato Russo na velha canção, somos a geração controle remoto.

2. A velha mídia não olha para a nova mídia. E nossos representante em Brasilia? Eles que já disseram abertamente "estamos nos lixando para a opnião publica", imagina o que pensam de uma opinião escrita em 140 caracteres?

Substituir o guache pela hashtag não está dando certo. A Internet ainda é um universo paralelo, mas funciona muito bem pra organizar passeatas de zumbis!

Vamos debater este assunto na Campus Party?
Este assunto será debatido no painel: "Revolução de sofá"
Mais informações no site oficial da Campus Party
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